ESTÁTUAS DE BARRO

 
Quero que me carregue
E que comigo se entregue
Ao amor de verdade
Regado a carícias
Com sagradas malícias
Pequemos com santidade.
 
Se o Céu se enfurecer
E raios fizer descer
Lhe mostraremos como se ama
E sem temermos ser atingidos
Iremos ao campo desprotegidos
E nos amaremos na lama.
 
Se o Sol se enraivecer
E como castigo nos aquecer
Secando a lama que nos cobre
Nos manteremos abraçados
E como estátuas seremos eternizados
Pelo amor que não se sujeitou à morte.
 
Eduardo de Paula Barreto
25/06/2009