ESTATÍSTICAS
Morreram milhares,
Noticioso sangrento,
Tristes olhares
Levados pelo vento.
Vidas que se perderam,
Intensa crueldade,
Famílias que se fenderam,
Estatísticas, números de identidade.
São corpos inertes sobre o solo,
Pessoas perdidas, sem ideal nenhum,
Crianças mortas amparadas no colo,
Pessoas como adubo jogadas em valas comuns.
Se o céu não fosse infinito
Tendo um invólucro ao seu redor
Não suportaríamos os eternos gritos
Ecoando como expressão de dor.
Eduardo de Paula Barreto