ESTAÇÃO

  

Moça bonita,

Trança bem-feita,

Coração que palpita

Sob o colar que enfeita.

 

Velha estação,

Alpendre caindo,

Apito provocando emoção,

O trem já vem vindo.

 

Barulho nos trilhos,

Fumaça dispersa no ar,

Olhos cheios de brilho,

Medo de decepcionar.

 

Máquina parada,

Mar de gente,

Onde está a minha amada?

Onde estão os meus parentes?

 

Estação deserta,

Abraços de felicidade

E com morte certa

No chão agoniza a saudade.

 

Eduardo de Paula Barreto