ESPÍRITO INDIGENTE

 

 

Ainda há aqueles que apóiam a escravidão,

Tenho dó destes seres deploráveis.

Pois suas almas são miseráveis,

Estes estão presos ao verdadeiro grilhão.

 

Acham glória em ter pessoas como animais

Que sobem as ruas com pesados fardos,

Muitas vezes não são donos brancos, mas pardos,

Neste caso a estupidez se manifesta ainda mais.

 

Se compram e se vendem pessoas,

São apenas mercadorias,

Gratuitamente lhes concedem a agonia

Lhes impondo flagelos à toa.

 

É preto, é pobre, não é gente,

Assim se permitem julgar,

No exterior a pele é branca de se gabar,

Mas dentro é apenas um mísero espírito indigente.

 

Eduardo de Paula Barreto