ESFINGE
Os seus segredos a tornam atraente,
Mulher que não se atinge,
Mas não exagere ou simplesmente
Se assemelhará à uma esfinge.
Não mais tentarão decifrá-la,
Apenas a contemplarão,
Ninguém conseguirá amá-la
Por não encontrar em você coração.
Ficará eternamente imóvel
Vendo o tempo passar,
Será uma testemunha inócua
Porque ninguém a ouvirá falar.
Então permita que a explorem
E assim não ficará só,
Mas se como estátua quiser que a adorem
Com o tempo será reduzida a pó.
Eduardo de Paula Barreto