ESCULPINDO PALAVRAS E RIMAS
Tomo o formão e o macete,
A pedra bruta já me espera na bancada,
Confesso que me sinto meio reticente,
Devo dar vida à pedra inanimada.
É como se eu ouvisse lá de dentro
Um grito suplicando por liberdade,
Me encorajo e sem prévio planejamento
Cumpro com a minha responsabilidade.
Transformo assim, o que era apenas uma pedra bruta
Numa livre e solta escultura
E foi com a intuição, paciência e muita labuta
Que esculpi mais uma obra de arte pura.
Por um momento ponho de lado as ferramentas de corte
E pego papel e caneta,
Tenho o sentimento de que com um pouco de sorte
Conseguirei trabalhar com as letras.
O desejo e a necessidade de criar com liberdade
Parece ser a minha sina.
Eu agora vou explorar a minha criatividade
Esculpindo palavras e rimas.