ESCULPINDO PALAVRAS E RIMAS

 

 

Tomo o formão e o macete,

A pedra bruta já me espera na bancada,

Confesso que me sinto meio reticente,

Devo dar vida à pedra inanimada.

 

É como se eu ouvisse lá de dentro

Um grito suplicando por liberdade,

Me encorajo e sem prévio planejamento

Cumpro com a minha responsabilidade.

 

Transformo assim, o que era apenas uma pedra bruta

Numa livre e solta escultura

E foi com a intuição, paciência e muita labuta

Que esculpi mais uma obra de arte pura.

 

Por um momento ponho de lado as ferramentas de corte

E pego papel e caneta,

Tenho o sentimento de que com um pouco de sorte

Conseguirei trabalhar com as letras.

 

O desejo e a necessidade de criar com liberdade

Parece ser a minha sina.

Eu agora vou explorar a minha criatividade

Esculpindo palavras e rimas.

 

Eduardo de Paula Barreto