ESCRITOR
DE ESCULTURAS
Sou
um pouco poeta
Sou
um pouco escultor
Esculpo
com a caneta
Uma
estatueta
E
a ofereço ao meu leitor.
Entalho
os verbetes
Sem
ter nas mãos
Um
macete
E
os sons se repetem
Criando
canção.
Nas
pedras onde escrevo
Surgem
versos como figuras
Que
apesar do grande peso
Com
meus olhos as vejo
Como
leves esculturas.
Seja
no ato de esculpir
Ou
no ato de escrever
Sempre
me permitirei diluir
Para
que a obra que surgir
Contenha
parte do meu ser.
Eduardo
de Paula Barreto
18/06/2009