ESCRAVO FORRO
 30/01/2008

 
Sou escravo forro
E em minha liberdade morro
Por não saber ser liberto
Saio apressado corro
E gritando socorro
Sigo destino incerto.
 
Olho para o horizonte
Escondido atrás dos montes
E lá vejo o meu destino
Atravesso as pontes
E como nunca antes
Sou perdido peregrino.
        
Me falta o ar nos pulmões
E minhas limitações
Me tiram a fala
Pois ainda existem grilhões
Que em forma de recordações
Me mantêm numa senzala.
 
Eduardo de Paula Barreto