ESCRAVIDÃO PASSAGEIRA
Qual será o nome
Deste poder
Que sem dó consome
As energias do homem
Que olha para você?
O qual quebra as resistências,
Desperta o egoísmo,
Reduz a paciência,
Provoca a concupiscência
E atrai como o magnetismo.
Que rouba os pensamentos,
Que lança o homem ao leito,
Que diminui o discernimento,
Que confunde os sentimentos,
Que dá batedeira no peito.
Você me tem em suas mãos,
Mas não para a vida inteira,
Sou vítima de escravidão,
Mas vislumbro a libertação,
Pois a paixão é passageira.
Eduardo de Paula Barreto