ENTRANHAS
Das entranhas da minha reclusão
Me dissipo por um lugar imenso.
Compartilho a mais secreta emoção,
Vou longe levado pelo o que eu penso.
Embarco no dorso da minha mão,
Caminho utilizando os dedos.
A máquina que me compele é o coração
E o cérebro se incumbe do enredo.
Trato da realidade ou da ficção,
Procuro dar brilho à vida.
Surge um poema, quase canção,
História gostosa de ser lida.
Tantos quantos textos eu escrever
Cada um será um pedaço de mim
Cuja missão se completará se alguém o ler
Mesmo que ele seja considerado ruim.
As idéias não são mais minhas,
Criando asas ganharam o infinito,
Espero que ao lê-las se descubra nas entrelinhas
Que foi para você que tal texto foi escrito.
Eduardo de Paula Barreto