ELOS DE FELICIDADE

 

Vivemos com a esperança

De uma existência dividida,

Na primeira parte não se descansa,

Mas na segunda se tem como herança

A eterna e feliz vida.

 

Nos momentos de alegria

Chegamos até a nos iludir,

Pensamos que o seguinte dia

Trará a mesma alegoria

E que continuaremos a sorrir.

 

Quem dera a vida fosse assim,

Uma corrente de elos de felicidade

A qual nunca tivesse fim

Sendo dada para você e para mim

Na mesma quantidade.

 

Talvez tudo isso seja

Apenas fruto do meu pensamento,

Mas o mais importante é que isso esteja

Permitindo que eu veja

No fim do túnel um novo alento.

 

Eduardo de Paula Barreto