ELOQÜÊNCIA

  

Invejo os homens eloqüentes

Versados em grande saber

Que proferem palavras inteligentes,

Às vezes até difíceis de se entender.

 

Mas os textos muito complexos

Nem sempre estimulam a leitura,

Verbetes complicados e até sem nexo,

Em vez de prazer provocam a fúria.

 

O hábito de ler torna-se um calvário

Quando aquele que só queria se distrair

Passa o dia grudado num dicionário

Tentando os complicados verbetes traduzir.

 

Continuarei em minha ignorância

Escrevendo sem grandes pretensões,

Talvez digam que escrevo como criança,

Mas nem ligo, só quero despertar emoções.

 

Eduardo de Paula Barreto