EFÊMERA ESFERA
Pobre do homem que espera
Sentir-se pleno e realizado
Ainda enquanto estiver nesta esfera
Efêmera e frágil Terra
Onde habitam seres encarcerados.
Qual será o cárcere do homem
Que busca real conforto?
É a parte do Ser que se consome
Que sofre de calor, frio, sede e fome
E que um dia jazerá como morto.
Pobre do homem que confunde
Prazer com felicidade
E caso nas superficialidades se afunde
E de coisas banais se circunde
Verá que tal sede lhe roubou a liberdade.
Só a morte acabará com a mortalidade
E a ausência do corpo nos fará viver
E seremos cheios de serenidade
Nos daremos as mãos como irmandade
Não teremos mais motivos para sofrer.