EFÊMERA ESFERA

 

Pobre do homem que espera

Sentir-se pleno e realizado

Ainda enquanto estiver nesta esfera

Efêmera e frágil Terra

Onde habitam seres encarcerados.

 

Qual será o cárcere do homem

Que busca real conforto?

É a parte do Ser que se consome

Que sofre de calor, frio, sede e fome

E que um dia jazerá como morto.

 

Pobre do homem que confunde

Prazer com felicidade

E caso nas superficialidades se afunde

E de coisas banais se circunde

Verá que tal sede lhe roubou a liberdade.

 

Só a morte acabará com a mortalidade

E a ausência do corpo nos fará viver

E seremos cheios de serenidade

Nos daremos as mãos como irmandade

Não teremos mais motivos para sofrer.

 

Eduardo de Paula Barreto