DORME

 

Durma minha doce amada

Se entregue totalmente

Me permita tê-la dominada

Como vítima seqüestrada

Presa em meu claustro eternamente.

 

Durma minha doce amada

E perdoe a minha volúpia

Prometo que se a deixar marcada

Será por marcas deixadas

Pelo afã da minha luxúria.

 

Durma minha doce amada

Recupere as suas energias

E enquanto está desacordada

Me deixe ter as mãos ocupadas

  Lhe explorando com ousadia.

 

Durma minha doce amada

Mas não durante o tempo todo

Também a quero acordada

Para lhe amando deixá-la cansada

  A forçando a dormir de novo.

 

Eduardo de Paula Barreto