DOR
Sofro, sofro muito,
Choro lágrimas de agonia
Por saber que o mundo
Não consegue ser poesia.
Meu peito dói, se consome
Como verme que me come sem pena
Por eu saber que o homem
Não consegue ser poema.
Quase não tenho ânimo,
Saio caminhando sem direção
Por ver que o ser humano
Não consegue ser canção.
Me desespero, fico aflito,
Então me dirijo ao Criador
A Quem humildemente suplico
Que me envie um anjo consolador.
Vejo surgir um Ser Divino
Que me abraçando alivia a minha dor
E sugere que eu siga o meu destino
E que mesmo sem receber eu distribua o amor.
Eduardo de Paula Barreto