DONO DE MIM

 

Eliminei o meu maior inimigo

Que durante toda a minha vida me acompanhou,

Como uma sombra permaneceu comigo,

Entristeceu-me e me limitou.

 

Ele parecia imortal,

Nunca imaginei que um dia conseguiria

Obter o domínio total

Sobre a minha mente a qual ele consumia.

 

Precisei de muita auto-análise,

Tive que me olhar como sendo outra pessoa,

Bebi sozinho o fel do meu cálice,

Mas sei que não sofri à toa.

 

Identifiquei os meus monstros,

Os matei com a espada de um querubim,

Foram dolorosos os nossos encontros,

Mas livre deles agora sou dono de mim.

 

Eduardo de Paula Barreto