DOLOROSA SAUDADE
Devolva-me o meu raciocínio
Permita-me ser novamente o meu dono
Me entristece sentir que perdi o domínio
E que como vítima de fascínio
Sou dominado por você na vigília e no sono.
Sinto-me sem forças e apático
Somente pensando em você
O dia torna-se dramático
O relógio torna-se estático
Perco até a vontade de comer.
A distância é uma cruel assassina
Que vai me matando aos poucos
Então me apego às minhas rimas
Que mesmo sem serem obras-primas
São capazes de me trazer algum conforto.
Fico alimentando a expectativa
De que você possa se compadecer
E para me trazer de volta a vida
E curar as minhas dolorosas feridas
Basta você aparecer.
Estando juntos serei completo
Um homem cheio de felicidade
Trocarei os devaneios pelo real afeto
E a manterei sempre por perto
Para nunca mais sentir essa dolorosa saudade.
Eduardo de Paula Barreto