DOIS CORAÇÕES
Cabelos ao vento,
Luzes no olhar,
Nem o céu cinzento
Consegue a alegria apagar.
Na estação de trem
Ela espera ansiosa
Pelo seu mais precioso bem,
Se ajeita, quer estar formosa.
Ao longe ouve o apito,
Seu coração dispara,
Na janela um rosto bonito,
É o seu amado por quem tanto esperara.
Com pernas bambas e mãos suadas
Se dirige ao jovem rapaz,
Moço sensível que sem palavras
Em lágrimas se desfaz.
Depois de meses na cidade
Em busca de um futuro promissor
Reconheceu não ter suportado a saudade
E a sua dependência do seu doce amor.
Agora na simplicidade
Da vida no campo sem grandes pretensões,
Descobriu a verdadeira felicidade,
Pois batem próximos dois apaixonados corações.