DOIS CORAÇÕES

 

Cabelos ao vento,

Luzes no olhar,

Nem o céu cinzento

Consegue a alegria apagar.

 

Na estação de trem

Ela espera ansiosa

Pelo seu mais precioso bem,

Se ajeita, quer estar formosa.

 

Ao longe ouve o apito,

Seu coração dispara,

Na janela um rosto bonito,

É o seu amado por quem tanto esperara.

 

Com pernas bambas e mãos suadas

Se dirige ao jovem rapaz,

Moço sensível que sem palavras

Em lágrimas se desfaz.

 

Depois de meses na cidade

Em busca de um futuro promissor

Reconheceu não ter suportado a saudade

E a sua dependência do seu doce amor.

 

  Agora na simplicidade

Da vida no campo sem grandes pretensões,

Descobriu a verdadeira felicidade,

Pois batem próximos dois apaixonados corações.

 

Eduardo de Paula Barreto