DESORIENTADO
08/01/2004
Olhando para o lado, pensando bem alto
Falando sozinho, andando no asfalto
Quase atropelado, me xingam , me empurram
Me chamam de louco, os pensamentos
torturam.
Embriagado sem nenhuma gota de álcool
Desorientado continuo andando no asfalto
Um tapa no rosto me faz retornar
Do pesadelo acordado que insiste em me
acompanhar.
Se o abrir dos olhos me permitisse ver
Que ao lado meu ainda está você
Então valeria a pena todo o meu dilema
Estaria resolvido assim o meu maior
problema.
Mas se olho em minhas mãos e encontro
apenas uma carta
Na qual você se despede e diz que vai, pois
já está farta
Volto então para o meu mundo e fecho por
dentro a porta
Ficando na expectativa que você ainda
volta.
Por que o Universo me deixou conhecê-la
naquele dia
Torná-la parte de mim sabendo que você me
deixaria?
Agora no quarto ficou tudo escuro, sem
brilho, sem vida e sem cor
Mas guardo nas mãos sua carta e no peito
mantenho o amor.
Eduardo de Paula Barreto