DESCOBERTA DO AMOR

 

 

Nem tudo se mede, nem tudo tem dimensão

Como a esperança e outras coisas do coração.

Comparam-se, às vezes, ao tamanho da imensidão,

Como se fosse possível medir-se com exatidão.

 

Sentimentos nem sempre criam raízes,

Eles são passageiros e também duradouros.

Alguns trazem tristeza, outros nos fazem felizes,

Existem também os devaneios como barcos no ancoradouro.

 

A menina desperta o amor no pequeno garoto,

Ele se desespera ao não saber como lidar,

Sensações estranhas que, às vezes, causam desconforto

E assim vai surgindo o seu próprio jeito de amar.

 

Noites maldormidas, persistente imagem na cabeça,

Insegurança e grande medo de perder.

Ansioso espera que o dia amanheça

Para rever seu amor e assim poder viver.

 

Eduardo de Paula Barreto