DESAJEITADO
Uma balada, uma canção de amor,
Uma cilada e um buquê de flor.
Não diga nada, apenas me deixe olhar
Para os seus olhos para ver se vão brilhar.
Se eles brilharem isso será bom sinal,
Significará que não me saí assim tão mal.
Mas não é fácil a batedeira no peito,
Falar com deusas sempre me deixa sem jeito.
Busco as palavras que eu tinha até ensaiado,
Mas seu olhar me deixa meio engasgado.
Fico vermelho, paralisado, só rindo
Feito um idiota, calado e constrangido.
As rosas caem, se soltam todas no chão.
Que desespero! Eu tampo a cara com as mãos.
Se já estava difícil imagine agora então?
Começo a me afastar sem tirar os olhos do chão.
Quando me viro de costas
Algo faz pular meu coração,
Ela me chama pelo nome e toca
Em meu rosto com sua linda mão.
Então ela se abaixa, recolhe todas as flores e diz:
– Mas que gracinha de rapaz, soube me deixar feliz!
Me dê sua mão, quero que seja meu amigo,
Gostei de você apesar de ser inibido.
- Eu quero alguém assim, um admirador
Que tenha por mim respeito e um verdadeiro amor.
Que esteja sempre ao meu lado
E que me ame mesmo sendo desajeitado.