DEPENDENTE

 

Meu bem, minha pequena,

Doce menina ingênua,

Quem me dera com este poema

Te convencer de que sou tua alma gêmea.

 

O meu mundo seria perfeito,

Os meus lábios somente sorririam,

Só o amor habitaria o meu peito,

Os meus olhos só por ti brilhariam.

 

Os meus sonhos seriam romance,

Os meus dias seriam alegria,

Para tudo sempre uma nova chance,

Ao ouvir-te falar ouviria poesias.

 

Desejaria que os caminhos fossem longos,

Dispensaria até os cavalos alados,

Ora caminharia com os braços sobre os teus ombros,

Ora caminharíamos de braços dados.

 

  Assim seguiria o teu perfume

Como a abelha que busca a flor.

Não me envergonho por ser um homem que assume

A total dependência do teu amor.

 

Eduardo de Paula Barreto