DEÍSTA
Vivemos
cercados por mistérios
Que
nos seguirão até o cemitério
Porque
nem tudo podemos saber
E
para o meu próprio alento
Algumas
explicações invento
Para
tornar mais leve o viver.
Porque
as verdades propagadas
Algum
dia foram criadas
Por
seres tão mortais quanto eu
E
para não ser enganado
Aprendo
o que me é ensinado
E
assim crio o meu próprio Deus.
Vendo
que há um deus para cada crença
E
que disto surgem desavenças
Prefiro
ser considerado um deísta
Que
acredita num Ser superior
Cuja
essência se compõe de amor
E
que não deixou cartilhas escritas.
O
mundo viverá em harmonia
Quando
aprendermos a usar a empatia
Ao
lidarmos com o nosso irmão
E
procurando crescer juntos
Descobriremos
que este mundo
Não
necessita de religião.
Eduardo
de Paula Barreto
21/06/2009