DE DOIS EM DOIS
Quando o que cai se levanta
E a alma impura se torna santa
É galgado um novo degrau
Da escada que a todos leva
À luz que distante das trevas
Brilha no paraíso pessoal.
Embora possa parecer
Mais fácil apenas descer
Do que subir tal escada
É pura tolice desistir
De empenhar-se em subir
Quem não sobe não cresce nada.
Cada desafio novo
Alimenta a alma e o corpo
Daquele que nada deixa para depois
Pois as pernas que se exercitam
Ficam mais fortes e saltitam
Os degraus de dois em dois.
Quanto mais cedo é alcançada
A surpresa no topo da escada
Maior se torna a alegria
Por ter-se mais longevidade
Sendo jovem na idade
E ancião na sabedoria.
Eduardo
de Paula Barreto
05/01/2011