DECRETO
Volte minha querida,
Por que teve que partir?
Foi depois de sua partida
Que perdi o interesse pela vida,
Volte para me fazer sorrir.
Não há mais flores no meu campo
Nem frutas em meu pomar,
Não há lágrimas em meu pranto,
Não há ritmo em meu canto
E nem ar para eu respirar.
O Sol não me ilumina,
A chuva não rega o meu canteiro,
Não há musicalidade em minhas rimas,
Não há beleza nas obras-primas
E o meu relógio não tem ponteiros.
De forma trágica aprendi
Que a conquista de maior valor
É poder tê-la aqui
E assim volto a pedir:
— Volte para mim, por favor.
Aí então serei completo,
Cheio de motivos para viver
E a cobrirei de afeto
E prometerei por decreto
Nunca mais fazê-la sofrer.
Eduardo de Paula Barreto