CURIMBATÁ
O obstáculo para o fraco é limite
Mas para o forte que insiste
É um ponto de observação
Enquanto nele o fraco se encosta
O forte o escala e mostra
Do alto a sua nova ambição.
Vale alimentar a crença
De que ninguém fica imune a doença
Antes de
ficar doente
Nisto consiste a sabedoria
De que as dores do dia-a-dia
Nos tornam mais resistentes.
Assim como os pés descalços
Que caminhando sobre o asfalto
Se sujeitam à dor
Que aos poucos vai desaparecendo
À medida que vai crescendo
Grossa pele nos pés do viajor.
Existem oportunidades
Implícitas nas dificuldades
O curimbatá me dá razão
Pois sem a luta extrema
No fenômeno da piracema
Não há reprodução.
Eduardo de Paula Barreto
07/11/2011