CRIME
Abaixe-se, cuidado, é tiroteio,
Proteja-se deitando no chão,
Isto irá embora assim como veio,
É só mais um dia de tensão.
Li nos jornais que hoje haveria
Mais uma demonstração de poder
Daqueles que passam os dias
Sem ter nada para fazer.
As muralhas das cadeias
São tolas limitações,
São frágeis como teias,
Não impedem as comunicações.
Do trono do sentenciado
Emanam ordens de destruição
E lá fora os seus soldados
Cumprem a sua nefasta missão.
A ordem pública é destruída
Como nos mais sangrentos filmes
E a sociedade fica convencida
De que quem manda é o crime.
Há muito o que se mudar
Em toda a legislação
Para que a sociedade se possa entregar
Aos que são verdadeiros cidadãos.
Eduardo de Paula Barreto