CRATERA

 

Puxe as cortinas,

Faça tornar-se noite

Este ensolarado dia.

 

Dos cinco sentidos

Que seja o tato

O meio preferido

De mantermos contato.

 

Nossas vozes se calarão

E bem tarde abriremos as cortinas

E a Lua estenderá a sua mão

Nos acariciando lá de cima.

 

E passaremos a noite inteira

Nos imaginando na Lua

Em uma de suas crateras.

 

Eduardo de Paula Barreto