CORTINAS
Seus cabelos são cortinas
Que afasto com prazer
Para ver-me em suas pupilas
Musa que me fascina
E me compele a escrever.
Com letras mal-escritas
Vou tentando traduzir
O sentimento que habita
Este coração que fica
Sem saber para onde ir.
Ele tenta sair pela boca
Posso senti-lo na garganta
Então minha voz fica rouca
E quando você se entrega
toda
Minha alma se encanta.
Encantado me torno um
navegante
Que jamais abandona o porto
Pois a âncora de intenso
amante
Está presa como nunca antes
Nas profundezas do seu
corpo.
Eduardo
de Paula Barreto
21/08/2008