CORRENTEZA

 

Que a correnteza do rio conduza meu peito,

Acaricie a areia e envolva os rochedos.

 

Que dê vida aos numerosos peixes,

Pode até ir longe, mas que nunca me deixe.

 

Que seja a música para a dança da planta

A qual embriagada se ergue, levanta.

 

Permita Deus serem os meus sentimentos

Purificados, sendo eu limpo por fora e por dentro.

 

Que as águas do rio invadam minhas veias

E façam minha carne unir-se às areias.

 

Que eu alcance as raízes das árvores altas

E suba por seus veios purificando minhas faltas.

 

Que eu ampare as garras dos pássaros,

Alimentando-os com saborosos pratos.

 

Que a água que flui de mim sirva de andor

Carregando barcos cheios de amor.

 

Eduardo de Paula Barreto