CORRENDO NA CHUVA  
 
Não vou mais ficar
Controlando a vontade de sair
Assim que a chuva passar
Vou me preparar
E para qualquer lugar partir.
 
Se a chuva voltar
E me surpreender
Vou me deixar molhar
Sem me preocupar
Em adoecer.
 
Caminharei nas enxurradas
E nas poças farei lambança
E só quando a pele ficar gelada
Tirarei a camiseta molhada
E sairei correndo feito criança.
 
Então voltarei para casa
Com o peito disparado
Devido à emoção experimentada
E na manhã seguinte ensolarada
Talvez eu acorde resfriado.
 
Mas isso não me importa
O que importa é a leveza
Que minha alma conforta
Toda vez que à minha volta
Sinto a manifestação da natureza.
 
Eduardo de Paula Barreto
19/02/2010