CORAÇÕES PUROS
 
Não me dê um abraço
O pedido que faço
É que o empreste apenas
E prometo que assim
Que provocar calor em mim
Eu o devolverei sem problemas.
 
O amor é elo e não corrente
É do trilho as dormentes
E do rio a pequena gota
É da parreira a uva
Que por mais vinho que produza
Ela nunca se esgota.
 
Da troca de amor emana
A energia que inflama
E toca os corações duros
Os tornando um abrigo
Para o Deus do infinito
Que habita os corações puros.
 
Eduardo de Paula Barreto
20/06/2011