CONTENTE
Tarde escura, chuva certeira,
Revoada dos passarinhos
Que voam para os seus ninhos,
Certeza de ser passageira.
Pessoas correndo
Se atropelando nas calçadas,
Roupas encharcadas,
Água e suor escorrendo.
O Sol rindo à beça,
Ausente por um instante,
Assim vê o quanto é importante,
Aguarda enquanto imploram para que desça.
A semente que se rompe
Nascendo feito gente
Olha ao longe firmemente
Querendo tocar o horizonte.
Sou o Sol, a água e a semente,
Desabrocho feito rosa,
Me explico em verso e prosa
E como pássaro sou contente.
Eduardo de Paula Barreto