CONSTANTES LAMPEJOS
Às vezes para poder ver
melhor
Fecho os meus olhos
completamente
E tentando sentir tudo ao
redor
Sem identificar tamanho nem
cor
Passo a ver com os olhos da
mente.
Então vejo que nem toda
atitude
É induzida pela intenção
Que há gente aparentemente
rude
Que grita, esbraveja e
desilude
Mas que tem bom coração.
Também vejo pessoas
caridosas
Que vivem pregando a
fraternidade
Extremamente religiosas
Mas que são almas maldosas
Interagindo com total
falsidade.
Mas meus olhos são
iluminados
Por constantes fortes
lampejos
Que me mantêm acordado
E para não ficar
desesperançado
Finjo que nada vejo.
Eduardo
de Paula Barreto
23/07/2008