CONFIDÊNCIAS
Sentei-me para conversar
Com um homem desconhecido
Ele me recebeu sem reclamar
E passou a me contar
Segredos até então escondidos.
Disse-me que não gostava de ler
E nem de alimentar fantasias
Que não arriscava perder
Que não mudava o seu jeito
de ser
E que nem em Deus cria.
Disse-me que não gostava de
música
E nem de expressar emoção
Que não praticava atividades
lúdicas
E que sempre a sua palavra
última
Era: Eu sei que tenho razão.
Levantei-me e ao me retirar
Despedi-me daquela criatura
E para me certificar
De que jamais o iria imitar
Deixei flores sobre sua
sepultura.
Eduardo
de Paula Barreto
21/10/08