COMPULSIVA
Assim eu vou embora,
Não vou falar de novo.
Espero não ter que brigar agora,
Pois fico cheio de desgosto.
Mas poxa, seja compreensiva,
Não vê que tenho que dormir?
Se você continuar dessa forma compulsiva,
Acho que vou sucumbir.
Já estou com a boca inchada,
Com os músculos doendo e desidratado
E você parece não sentir nada,
Passa a noite com os olhos arregalados.
É, mas sofro contente,
Me lembro que você me alertou
Que quando nos uníssemos seria para sempre
E que você me mataria de tanto amor.
Eduardo de Paula Barreto