COMPLÔ DA NATUREZA
As nuvens se recusam a chover,
O Sol retém o seu calor,
As rosas escondem o seu perfume,
Os colibris a elas se unem
E não beijam mais nenhuma flor.
Os canários engolem o seu canto,
As borboletas não mostram as suas asas ao voar,
As cachoeiras não têm mais quedas,
O arco-íris também se entrega,
Não há mais santa aliança no ar.
Sua ausência para mim é tormento,
É manto que cobre a minha visão
E se me sinto coberto
Por não tê-la aqui perto
Para que baterá o meu coração?
Não me interessa a magia da natureza,
Apenas a quero como chuva sobre mim,
Em seu perfume me embriagar,
Ouvir a sua voz como a de um pássaro a cantar
E mergulhar em sua cachoeira de amor sem fim.
E nossos olhos serão ligados por um arco-íris,
Ponte de amor, aliança divina,
Aí então a vida terá sentido,
Portanto venha estar logo comigo
Para que o mundo volte à sua rotina.
Eduardo de Paula Barreto