COMO UM ANJO
Me vejo pulando por sobre as nuvens,
Brincando feito criança,
Sem maldade pedindo que outros me ajudem
A desfazer os nós que fiz naquela trança.
Pedindo desculpas à dona dos cabelos
Com os quais me diverti,
Na verdade eu os achei tão belos
Que tentei não tocá-los, mas não resisti.
Linda menina que voava sem asas,
Que cantava como um colibri
E que com suas pequenas mãos me afagava,
Motivo pelo qual eu sucumbi.
Que maravilha o poder do devaneio,
Com ele na mente o infinito eu abranjo,
Liberto-me de qualquer receio
E exploro o Universo como um pequeno anjo.
Eduardo de Paula Barreto