COLO AMIGO
Enquanto lá fora
Ladram os cães,
A criança se acomoda
No colo da mãe.
Sob o som de uma toada
Com voz cheia de amor,
Dorme a pequena embrulhada
Num minúsculo cobertor.
Agora os braços são cordão umbilical
E os afagos são o ventre
E a indefesa criança se vê livre do mal,
O seu universo é o materno corpo quente.
Estes laços
Jamais são desfeitos,
Superam o tempo e o espaço
E escondem os defeitos.
Assim cresce o rebento
Sendo sempre considerado lindo
E mesmo depois de muito tempo
Busca na mãe um colo amigo.
Eduardo de Paula Barreto