COCHEIRO

 

Às vezes nos vemos

Sendo levados pelo Infinito

E não importa o quanto tentemos

Entender, pois o entendimento que temos

É extremamente restrito.

 

Procuramos guiar a nossa vida

Como o cocheiro de uma carruagem

Mas sentimos que na estrada a ser percorrida

Existe uma força comprometida

Em conduzir os animais durante a viagem.

 

É como estarmos à deriva no mar

Ocupando um barco a vela

E depois de cansados de remar

Aceitarmos a ajuda do ar

Que nos leva de volta à terra.

 

Não somos os nossos próprios donos

E até nesta Terra somos apenas inquilinos

E nem mesmo importa o que somos

Ou até para onde vamos

Se guiados por Deus chegaremos no destino.

 

Eduardo de Paula Barreto