CHAVE DO PARAÍSO 
 
Até os mais lindos laços
Quando apertados sem dó
Deixam de representar abraços
Sufocam e impedem os passos
Por se transformarem em nós.
 
As cordas do balanço
Só servem para balançar
Quando no vaivém manso
Provêem o divertido descanso
Estando cada uma no seu lugar.
 
Os trilhos seguem lado a lado
Permitindo ao trem deslizar
E quando não é respeitado
O espaço por eles ocupado
Testemunhamos o trem descarrilar.
 
Os limites são como o vento suave
Que refrigera o aquecido piso
Para tornar o percurso agradável
Para aquele que carrega a chave
Da porta do paraíso.
 
Eduardo de Paula Barreto
11/06/2008