CEGO DE PAIXÃO

 

 

Quando penso em você

Tudo passa a parecer pequeno,

Muito pouco consigo perceber,

Vejo camas em montes de feno.

 

Café com pão torna-se ceia,

Água passa a ser champanhe,

Todas as mulheres do mundo ficam feias

E só você quero que me acompanhe.

 

Trapos são caríssimos vestidos,

Os seus defeitos são os mais requintados costumes,

O seu odor, o meu perfume favorito,

E os seus tapas, suaves demonstrações de ciúme.

 

O seu ronco que não me deixa dormir

Se confunde com a mais linda sinfonia,

Passo as noites atento para lhe ouvir

E não ligo de ter que dormir de dia.

 

  Mesmo que o seu jeito de ser

Seja visto como atitude polêmica

O que importa é que no meu modo de ver

Você é apenas a minha amada excêntrica.

 

Eduardo de Paula Barreto