CAVALO DO TEMPO

 

 

Não importa se eu decidir parar

Pois o tempo não tem freio

Ele nem sequer vai me notar

Pois ele é o cavalo e eu apenas o arreio.

 

Por mais que eu procure ter o controle total

E mantê-lo numa velocidade média

Como arreio sou simplesmente um suporte de varal

E não tenho o poder de puxar as rédeas.

 

Ele segue sem encontrar barreiras

E eu sigo me deteriorando

Mas feliz carrego uma carroça cheia

Que de tanta experiência vai transbordando.

 

O cavalo do tempo não tem destino

Ele caminha comigo para o infinito

Me carrega desde que era menino

Cresço, morro, mas nem mesmo morto fico.

 

Eduardo de Paula Barreto