CAVALO ALADO

 

 

Medito sobre quem sou,

Meu reflexo reflete minha imagem,

Volto a me enrolar no cobertor,

Penso bem e passo a achar que tudo é bobagem.

 

Monto em meu cavalo alado,

Atravesso a janela do quarto e assim

Vôo em direção ao Sol que inconformado

Me vê voar sem produzir medo em mim.

 

Sem limites destruo as quimeras,

Me sinto pleno, com todo o vigor,

Tiro do dicionário a frase: ‘Quem dera’,

Experimento o mais deslumbrante amor.

 

Elimino todos os meus problemas,

Vejo que sou plenamente feliz,

Em segundos escrevo milhões de poemas

E não me incomodo com o que todo o mundo diz.

 

São apenas alguns momentos

Que me permitem viver com intensidade,

Até que um frio e inoportuno vento

Me acorda me fazendo voltar à realidade.

 

Eduardo de Paula Barreto