CARNAVAL SEM MÁSCARA
Ligo a televisão no carnaval
E constato a degradação total
Da figura da mulher
Que se exibe como se fosse
Um chumaço de algodão doce
Dizendo: Me morda quem quiser.
A mídia incentiva a promiscuidade
Mandando que se beijem à vontade
Pessoas que nem sequer se conhecem
Estimula o consumo de álcool
E os bêbados se tornam incautos
Seres que aos impulsos cedem.
São milhões gastos numa festa
Onde o motorista desembesta
Causando inúmeros acidentes
O País fica estagnado
O jovem fica mais drogado
E a AIDS cresce imensamente.
Assim chego à conclusão
De que a fantasia do folião
Trata-se de um ledo engano
A máscara mostra a personalidade
Que ele tem na realidade
E ele engana a todos no resto do ano.
Eduardo de Paula Barreto
21/02/2012