CANHÃO

 

Empunhe a bandeira

E guarde a sua arma,

A arma mais cortadeira

É o fio da palavra.

 

Desça do canhão

E suba com coragem no palanque,

Sob a força de unidas mãos

Não há erva daninha que não se arranque.

 

Tire o uniforme

Coloque uma roupa branca,

Faça com que aquele que dorme

Seja mais um que se levanta.

 

Deixe os pelotões cadenciados,

Siga em círculo de irmandade,

Destrua o que o torna escravizado

Ecoando um enorme grito de liberdade.

 

Eduardo de Paula Barreto