CANETAS ALADAS

 

Quem me dera poder sentir

Os profundos anseios do coração

Daquele que segue sem saber aonde ir

Para que minhas palavras pudessem servir

De guia que o conduzisse pela mão.

 

Ah se os meus versos fossem espadas

Com o poder de rasgar

As cortinas colocadas

Com a intenção de manter limitada

A capacidade de enxergar.

 

Então eu transformaria o planeta

Criando seres ilimitados

Que se acomodando em canetas

Viajariam como se estivessem em cometas

E se transformariam em seres iluminados.

 

Eduardo de Paula Barreto