CAMINHANTE

 

 

Sou um caminhante

Da infinita estrada da vida,

Carrego no alforje o seu semblante

E remédio para as minhas feridas.

 

Sou um visionário,

Muitas vezes malcompreendido,

Prego o amor no caminhar diário,

Olhares bons, olhares escarnecidos.

 

Sou um homem meio morto,

Meus passos não tocam o chão,

Vou além de onde me leva o corpo,

Olho nos olhos, mas vejo o coração.

 

Me chamam de conformado,

De homem sem ambição.

Sigo em minha jornada resignado,

Aos que me criticam ofereço minha mão.

 

Eduardo de Paula Barreto