CAJADO

 

Nas tábuas da antiga lei

Regras de comportamento

Um homem e sua grei

Vivendo em acampamentos.

 

Escravos de um senhor

Cruel e impiedoso

Um viver cheio de dor

E um Deus misericordioso.

 

Um mar obediente

Que se abre frente ao povo

Liberdade para o crente

Chance de começar de novo.

 

Há mares que se põem à nossa frente

E cajados em nossas mãos

Vivemos em êxodo permanente

Somos a nossa própria escravidão.

 

Se em nossas mãos temos o cajado

E no peito abrigamos a fé

Além do mar, do outro lado

Deus nos aguarda como fez com Moisés.

 

Eduardo de Paula Barreto