CAIPIRA

 

 

Dei um beijo e saí correndo

Com vergonha fui me esconder,

O meu rosto estava fervendo

Minhas mãos não paravam de tremer.

 

Encurralado não tive saída,

Fiquei no cantinho do muro

E a natureza parecendo compadecida

Me protegeu com o bem-vindo escuro.

 

De repente levantei a cabeça

Em meio aos meus prantos de amargura

E vi parada ao meu lado uma deusa,

A mais formosa dentre as criaturas.

 

Então ela se aproximou de mansinho

Exibindo os seus brilhantes olhos de safira

E falou me abraçando com carinho:

– Eu te amo meu querido caipira.

 

Eduardo de Paula Barreto