CAIPIRA
Dei um beijo e saí correndo
Com vergonha fui me esconder,
O meu rosto estava fervendo
Minhas mãos não paravam de tremer.
Encurralado não tive saída,
Fiquei no cantinho do muro
E a natureza parecendo compadecida
Me protegeu com o bem-vindo escuro.
De repente levantei a cabeça
Em meio aos meus prantos de amargura
E vi parada ao meu lado uma deusa,
A mais formosa dentre as criaturas.
Então ela se aproximou de mansinho
Exibindo os seus brilhantes olhos de safira
E falou me abraçando com carinho:
– Eu te amo meu querido caipira.